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Ocorreu no passado dia 1 o anunciado jantar debate promovido pela Alagamares para discutir a revisão do Plano de Sintra, de 1949, bem como o futuro do Centro Histórico.
Numa semana em que reuniu em Sintra a Aliança das Paisagens Culturais, enquadrada ficou a reunião no espírito preconizado na Declaração de Aranjuez do ano passado que criou esta estrutura: diálogo com a sociedade civil, participação e massa crítica são precisos. E há vozes que querem ser escutadas, pois o património é de todos e é nos fruidores dos bens culturais que se deve beber o sentir e as preocupações com a Civitas.
Do explanado, que será resumido em documento a enviar à CMS e aos técnicos que têm em mãos o processo de revisão, realçe para o seguinte:
a) a necessidade de harmonizar as entidades e os instrumentos de gestão territorial que incidem sobre aquela parcela de território
b) a definição objectiva das funções e meios de acção da Sociedade de Reabilitação Urbana criada
c) a busca de mecanismos de promoção de habitação e comércio na zona,sob pena de desertificação e abandono
d) a promoção duma rede de parques periféricos de estacionamento que levem os visitantes em mini bus para a Vila, restringindo o estacionamento a moradores
e) a manutenção do pitoresco e da poética da Vila como especificidade e marca de referência
f) uma plano pró-activo e não passivo ou reagente
g) a promoção de uma agência municipal de investimentos que capte financiamentos e aja em articulação com uma entidade a uma só vóz
h) uma estratégia de reabilitação urbana identificada e com cronograma de actuação
i) potenciar espaços de estacionamento na Estefânea e Portela, com reconversão de espaços existentes ou a criar de novo
É evidente que tudo isto tem de ser enquadrado na conformidade com outros planos já aprovados-o PDM, o PROTAML, etc e sem descurar as fases de auscultação pública, para que não se torne semânticamente um upgrade com roupagem de 2008 do plano anterior. Manter a matriz mas pensar para o futuro.
Necessário se torna evitar os conceitos indeterminados, para evitar casos como o do Hotel Bristol, bem como definir quem tem o papel dominante na gestão urbanística posteriormente -a SRU ou a CMS?
Igualmente importante se torna definir opções a níveis da tributação daqueles que promovam projectos de reabilitação com qualidade e integração na envolvente, explorando as vantagens competitivas dum espaço único e perene, imprimindo celeridade ás decisões e promovendo activamente e em tempo útil a auscultação das forças vivas de Sintra, para que a comunidade seja participativa e cada vez mais comunidade.
Enviem os vossos contributos e participemos todos, em protagonismos estéreis ou presunções pessoais na definição dum quadro real propulsor de progresso para uma Sintra de que tenhamos cada vez mais orgulho.
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