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"Do Solum ao Solar, uma praxis renascentista na Quinta de Ribafria (Sintra)", da autoria de Maria Teresa Caetano, será apresentada pelo Professor Doutor Vítor Serrão, no próximo dia 3 de Junho, pelas 17h, na Quinta de Ribafria em Cabris.
O magnífico património cultural e natural do concelho de Sintra tem sido, desde há algumas décadas, alvo dos mais diversos estudos e
invocações poéticas. Castelos, palácios e paços acastelados distribuem-se por entre a magnífica profusão de verde, resultado da vontade dos seus patrocinadores, reflectindo o tempo e a moda do
momento em que foram construídos e sobretudo o poder económico dos seus proprietários. Os longos períodos de vilegiatura que a família real e a corte passavam no paço real, influenciou a construção de
vários palácios e quintas na sua periferia. A Quinta de Ribafria foi um desses casos. Gaspar Gonçalves de Ribafria, um plebeu bem sucedido na carreira palaciana, foi um dos dinamizadores do "surto construtivo dos decénios de 1530 e 1540". Graças à considerável fortuna que conseguiu amealhar ordenou a construção do paço de Ribafria na vila de
Sintra e a Torre de Ribafria em Cabriz.
"Do Solum ao Solar, uma praxis renascentista na Quinta de Ribafria (Sintra)" é um estudo completo e aturado que nos permite acompanhar a história deste importante monumento ao longo dos seus quase cinco séculos de existência, a história dos seus proprietários e as alterações, de maior ou de menor importância, que patrocinaram.
Adquirida pela Câmara Municipal de Sintra em 2003, a Quinta de Ribafria e este importante estudo contribuem, decisivamente, para a regeneração da história palaciana de Sintra e suas personagens.
Maria Teresa Caetano - licenciada em História e mestre em História da Arte pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova
de Lisboa. Técnica Superior de História da Câmara Municipal de Sintra, onde ingressou em 1988, faz investigação nas áreas de História, História da Arte e Etnologia.
Da sua obra publicada sobre Sintra, destacam-se os seguintes títulos: "Colares, o espaço e o tempo. A propósito da ermida de São Sebastião que há naquela vila" (1998), "Contributos para o estudo das lendas de Nossa Senhora da Peninha" (1999), "A ermida de São Romão de Lourel e a proposta de Norte Júnior" (2000), "Colares" (2000), em co-autoria, "Paladares Sintrenses. Um Roteiro da Alimentação Tradicional" (2001) e "Com a Graça da Senhora. Estudo da Festividade da Virgem Padroeira de Almoçageme" (2002), "Mens sana in corpore sano, a jornada da Associação de Caridade de Sintra" (2003), "Do solum ao solar, uma praxis renascentista na Quinta de Ribafria" (2005).
Vítor Manuel Guimarães Veríssimo Serrão – é desde Janeiro de 2005 professor catedrático de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, entidade em que trabalha desde o ano lectivo
de 1995-96, e onde integra o Instituto de História da Arte. É, neste momento, presidente da Comissão Executiva do Departamento de História.
Licenciado em História pela FLUL (1975), tem Mestrado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (1982, tese O Maneirismo e o Estatuto
Social dos Pintores Portugueses, publicado pela IN/CM em 1983) e Doutoramento pela Universidade de Coimbra (1992, tese A Pintura Proto-Barroca em Portugal, 1612-1657, publicado em parte pela ed.
Colibri, 2000).
É autor de diversa bibliografia sobre teoria da Arte e do Património e temas de arteportuguesa dos séculos XVI a XVIII, incluindo pintura mural, sendo a sua principal área de investigação a pintura portuguesa dos séculos XVI e XVII. Da sua obra publicada, destacam-se, além dos livros citados, os seguintes livros e catálogos: Estudos de Pintura
Maneirista e Barroca (ed. Caminho, 1989), Os frescos do Santuário de S. Cucufate (com Abel Moura e Teresa Cabrita, 1989), Josefa de Óbidos e o tempo barroco (IPPC, 1991), A Pintura Maneirista em Portugal – arte no tempo de Camões (CNCDP, 1995), A Cripto-História da Arte. Análise de Obras de Arte Inexistentes (Livros Horizonte, 2001), Rouge et Or. Trésors d'Art du Baroque Portugais (Paris-Roma, 2001-2002), O Renascimento e o Maneirismo (ed. Presença, 2002) e O Barroco (ed. Presença, 2003), e As pinturas murais da Ermida de S. João Baptista,
Cuba de Monsaraz (Reguengos de Monsaraz, 2006).
Recebeu o Prémio Nacional José de Figueiredo da Academia Nacional de Belas--Artes, em 1984, pelo livro O Maneirismo e o Estatuto Social dos Pintores Portugueses, o Prémio APOM para o Melhor Catálogo de 1995 pela obra A Pintura Maneirista em Portugal – arte no tempo de Camões, e o Prémio Nacional Gulbenkian de História de Arte pela obra Josefa de
Óbidos e o tempo barroco, em 1992.
Pertence à Academia Nacional de Belas-Artes, à Academia Portuguesa da História e à Associação Portuguesa de Historiadores de Arte.
Texto do associado António Baptista.
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